Phoenix


    O oval de Phoenix sempre proporciona boas corridas, hoje não foi diferente, a corrida foi bem disputada, teve uma bandeira vermelha após um big one envolvendo 13 carros. Ao final da prova, Jeff Gordon ultrapassou Kyle Busch e presenteou os fãs da Nascar com uma imagem que não viamos desde 5 de abril de 2009 no Texas.

De ponta a ponta

   De ponta a ponta, Kyle Busch não deu a menor chance aos adversários em Phoenix. Segunda vitória no ano.

Vitória de Kyle Busch

   A segunda etapa da Nascar Camping World Truck series foi vencida por Kyle Busch, nenhuma novidade.
   Em 2010, Kyle fez 81 corridas, somando as três categorias, marcou 11 poles, chegou no top 10 em 57 delas, top 5 em 45 oportunidades, e conquistou 24 vitórias ao longo do ano, sendo 3 delas no mesmo fim de semana em Bristol. Kyle bateu seu recorde de vitórias na nationwide series, foram 13 em 2010, foi o proprietário campeão da Truck Series.
   Em Phoenix, Kyle Busch conquistou sua primeira vitória em 2011, o show começou.

Remember #28

  
   Davey Allison completaria 50 anos hoje, 25 de fevereiro. Davey faleceu em 1993, quando tentava pousar seu recém-adquirido helicopitero em Talladega.
   Apesar de não ter sido campeão da Nascar, Davey é lembrado pelos fãs como um dos grandes pilotos que passaram pela categoria. Filho de Bobby Allison, começou no automobilismo durante a adolescencia trabalhando na equipe de seu pai, e após o expediente trabalhava em seu carro.
   Davey, junto com seu irmão Donnie Allison, e seus amigos Red Farmer e Neil Bonnett ficaram conhecidos como “A gangue do Alabama”
   O ponto alto na curta carreira de Davey, foi a vitória nas 500 milhas de Daytona em 1992, apesar de que na maioria das vezes quando as pessoas lembram de Davey, pensam logo nas ultimas voltas da prova em 1988, quando travou um belo duelo com seu pai, chegando na segunda colocação.
   Davey foi um daqueles pilotos que nos fazem pensar: “e se não tivesse acontecido?”

Expectativas

    A temporada 2011 da Indy está pra começar, e até agora poucas novidades, ptrocinadores novos na Penske, que continua com três carros, Chip Ganassi que alinhará mais dois carros no grid, Mike Conway assinou com  Andretti autosport, J.R. Hildebrand com a Panther, K.V. mantém Sato e Viso, ainda não confirmou se terá terceiro carro, a maioria dos pilotos e equipes ainda correm atras de patrocinio.
   Entre fãs e parte da imprensa, se vê apenas a expectativa em relação ao novo carro de 2012, o bom é que todos veêm com otimismo essa mudança. A principio a entrada de novos fornecedores de motor, um novo chassis, e novos pacotes aerodinamicos podem atrair atenção e garantir uma maior exposição da categoria. O que me preocupa no momento é como será a competitividade da categoria.
   Em um cenario otimista, as corridas voltarão a ficar interessantes, com boas disputas dentro das pistas, patrocinadores se interessando novamente pela categoria, o publico voltando às arquibancadas, espaço nas emissoras de TV.
   Em um cenario pessimista, eles levam a Indy para o mesmo buraco que levaram CART e ChampCar.
   O que a Indy tem hoje, que a ChampCar nunca teve, e a CART teve e perdeu, é que conta com Penske, Chip Ganassi e mais importante de tudo, as 500 milhas de Indianápolis. Claro que, só isto não basta pra revigorar a categoria, que alem de todos os problemas que já enfrentava desde a divisão em 1995, ainda sofre com os estragos da crise de 2008. Não se recupera 15 anos em 15 meses, a direção da Indy tem se esforçado, mas vai ser preciso mais do que já foi feito. O jeito é a gente esperar, otimismo é sempre bem vindo, mas sabendo que as coisas não são perfeitas, nessa historia ainda teremos perdas e ganhos.
   Ah, a temporada 2011? Será parecida com 2010, só que as vitórias de Chip Ganassi e Penske em Daytona deixaram claro que a disputa entre as duas equipes pelo menos será maior.

O futuro da Mulher Maravilha.

   Danica Patrick inicia seu segundo ano na Nationwide Series com futuro incerto em relação a 2012. Danica não fará todas as corridas da categoria em 2011, assim como em 2010, correrá apenas os eventos anteriores ao inicio da temporada da Indy, e os posteriores, tendo também alguns eventos nas folgas da Indy.
   Largando na 4ª posição em Daytona, e chegando na 14ª posição, Danica teve seu melhor fim de semana na Nascar. O que levanta a questão sobre seu futuro na categoria, já que seu contrato com a JR Motorsports acaba este ano.
   Ainda é cedo pra prever o que vai acontecer, o que se pode dizer é que se Danica continuar nesse ritmo de evolução na Nascar, é de se esperar por uma proposta de temporada completa já em 2012, e quem sabe o interesse até mesmo de equipes da Sprint.
   Pra mim ela está apenas cumprindo seu contrato com a Andretti Autosport. A equipe anunciou Mike Conway, apesar de Conway ser muito bom piloto, não tem a mesma experiencia de Tony Kanaan, de forma que não se pode esperar nada além do que já foi feito em 2010, e acredito que é o que vai pesar bastante no futuro de Danica, a diferença nas possibilidades oferecidas pelas equipes.
   Andretti e a Indy tem a seu favor pra 2012 os novos carros, praticamente uma nova Indy, e o sonho de Danica vencer as 500 milhas de Indianápolis. JR Motorsports e a Nascar tem a seu favor as chances de disputar um campeonato por uma equipe de primeira linha, coisa que, infelizmente, a Andretti deixou de ser, e também a maior visibilidade e com isso melhores contratos de patrocinio.

Trevor Bayne vence “the great american race”.

    A corrida não foi fantastica do inicio ao fim, mas teve todos os ingredientes que fazem das 500 milhas de Daytona emocionante. Big One’s, varias trocas na liderança, favoritos se dando mal, e algumas surpresas. O ponto que mais chamou atenção foi o minuto de silencio na volta 3 em memória de Dale Earnhardt.
  Sem dúvida alguma o melhor lugar pra um piloto comemorar seu aniversário, é no victory lane, se for em Daytona então, é um aniversário mais que perfeito. Trevor Bayne que completou 20 anos neste sábado, mostou durante a semana toda que que viria forte para a corrida, e foi o que aconteceu. Bayne acompanhou os lideres, e no final, assumiu a ponta no Green-White-Checkered e deixou pra trás Carl Edwards, David Gilliland, Bobby Labonte e Kurt Busch, se tornando o primeiro estreante e também piloto mais jovem a vencer a Daytona 500.